Dados e BI

Como reduzir o custo de licença do Power BI para muitos usuários numa gráfica

Como reduzir o custo de licença do Power BI para muitos usuários numa gráfica

Por que a conta do Power BI explode numa gráfica

Numa gráfica, quem precisa ver número não é só a diretoria. É o comercial acompanhando a carteira, o PCP olhando prazo, o supervisor de turno vendo perdas, o financeiro conferindo margem. Quando cada uma dessas pessoas recebe uma licença individual, o custo cresce na mesma velocidade que a equipe.

A licença Power BI Pro custa R$ 80,20 por usuário/mês, com pagamento anual e sem impostos, segundo a página de preços da Microsoft. O Premium por usuário (PPU) sai por R$ 137,40.

Exemplo: 60 pessoas olhando indicadores

CenárioUsuários com ProCusto mensal (sem impostos)Custo anual
Todo mundo com Pro60R$ 4.812R$ 57.744
Só quem cria e publica com Pro5R$ 401R$ 4.812

A diferença é a conta que interessa. O problema é que, sem outra estrutura, os outros 55 não conseguem abrir os relatórios. As saídas abaixo resolvem isso de jeitos diferentes.

5 caminhos para cortar o custo

1. Separe quem cria de quem só consulta

Quem desenvolve, publica e administra relatórios precisa de licença paga. Quem só lê pode ter outra forma de acesso. Mapeie: autores, leitores frequentes, leitores ocasionais e quem nunca abre.

2. Tire as licenças ociosas

Compare a lista de licenças com o log de atividade do Power BI. É comum achar licença de quem saiu da empresa, mudou de função ou abriu um relatório uma vez em seis meses.

3. Mande o número, não o acesso

Para quem só precisa de um número fixo (meta do dia, pedidos em atraso), uma rotina que envia o relatório em PDF por e-mail ou Teams resolve sem licença para o leitor. A contrapartida: o leitor perde filtro, detalhe e interação.

4. Capacidade F64 ou maior

Numa capacidade Microsoft Fabric F64 ou superior, usuários com licença gratuita podem ver o conteúdo compartilhado. Em capacidades menores, quem consulta continua precisando de Pro ou PPU, como explica a documentação da Microsoft. A F64 é uma estrutura grande e cara: costuma fazer sentido só a partir de centenas de leitores.

5. Portal com capacidade compartilhada, via provedor

Um provedor especializado mantém a capacidade e entrega os relatórios num portal web, com acesso por usuário. O custo da capacidade é dividido entre vários clientes, e a gráfica paga por usuário um valor bem menor que o Pro. Antes de montar algo assim por conta própria, confirme com um parceiro Microsoft as regras de licenciamento do seu cenário.

Como escolher

SituaçãoCaminho
Poucos leitores, uso esporádicoPro só para quem usa + limpeza de licenças
Leitores que só precisam de um número fixoEnvio automático por e-mail ou Teams
Dezenas de leitores que precisam interagirPortal com capacidade compartilhada
Centenas de leitoresAvaliar F64

Erros comuns

  • Comprar Pro para todo mundo por padrão, sem olhar quem realmente usa.
  • Contar só a licença e esquecer quem mantém os painéis e o tempo de atualização dos dados.
  • Relatório que não bate com o ERP. Não adianta baratear o acesso a um número em que ninguém confia.
  • Esquecer a segurança: cada área precisa ver só o que é dela, com acesso por perfil.

Onde entra o ERP

O valor do BI está no dado do ERP chegando certo e atualizado: faturamento, carteira, produção, perdas, custos. Painel montado à mão em cima de planilha exportada vira mais uma versão da verdade.

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